Definidos pela Adoração
- Carina de Góes

- há 2 dias
- 2 min de leitura
Olá, pessoal!
O que, de fato, nos define? São as dores que carregamos e as impossibilidades que enfrentamos que moldam nossa identidade, nossas escolhas e nossa fé? Será que "viver para Deus" está condicionado à realização dos nossos sonhos? E, quando eles não se cumprem, quem permanecemos sendo diante do Senhor?
Ao longo deste texto, veremos que a fidelidade a Deus não nasce da ausência de sofrimento, mas de um coração que permanece no altar, independente da resposta. A história que iremos contemplar nos convida a refletir sobre uma fé que não depende de circunstâncias favoráveis, mas de um Deus soberano, que age no tempo certo e segundo propósitos eternos.
"E ela dizia: "Isto é obra do Senhor fez! Agora ele olhou para mim com favor, para desfazer a minha humilhação perante o povo. " Lucas 1:25
Isabel e Zacarias caminharam juntos por muitos anos carregando o peso do estigma da esterilidade. Naquela sociedade, a fertilidade era vista como sinal da bênção de Deus; a ausência de filhos, como indício de maldição. As "más línguas" rapidamente concluiriam: algum pecado oculto, uma desobediência, talvez um castigo herdado.
Mas a Escritura nos revela outra verdade:
"Ambos eram justos aos olhos de Deus, obedecendo de modo irrepreensível a todos os mandamentos e preceitos do Senhor." Lucas 1:6
Isabel vinha de uma linhagem sacerdotal. Zacarias servia fielmente no templo. Ainda assim, servir ao Senhor não os livrou do sofrimento. A dor permaneceu. A vergonha social os acompanhou. E, mesmo assim, eles não abandonaram a fé, nem se afastaram da presença de Deus. Continuaram adorando, obedecendo e servindo.
Quando, já em idade avançada, Isabel é visitada pela graça e concebe João Batista, suas palavras revelam um coração que conviveu por anos com a dor diante dos homens, mas que nunca permitiu que essa dor definisse sua adoração. A vergonha existia, mas não governava sua vida. A fidelidade precedeu o milagre.
Eles provaram da glória de Deus no tempo certo. João precisava nascer naquele momento da história, pois sua missão era preparar o caminho para o Messias, Jesus Cristo. O que parecia atraso humano escondia um propósito eterno.
Ainda hoje, muitos estigmas permanecem. Talvez eles não desapareçam. A pergunta que fica é: qual tem sido a sua postura? O que tem te definido? As vozes externas e internas têm silenciado a sua adoração? As impossibilidades e vergonhas têm te oprimido? Ou você permanece fiel, confiando que Deus está conduzindo tudo segundo um propósito maior?
Que aprendamos com Isabel e Zacarias. Que nossas vergonhas não nos afastem do altar. Que aquilo que dói em nós se transforme em adoração. E que toda a nossa história seja entregue ao Cordeiro Santo de Deus, para que tudo redunde para a Sua glória.
Com carinho,
A Semeadora.








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