Filhos
- Carina de Góes

- há 1 dia
- 2 min de leitura
Olá, pessoal!
O que significa, afinal, ser filho de alguém?
Nascer em uma família nos entrega histórias, nomes, traços, memórias, bagagens que, por vezes, acolhem e, por outras, pesam. Herdamos o sangue, o sobrenome, a cultura, os bens e as ausências. Nossa família natural participa da construção de quem somos, mas não é a verdade final sobre nós.
Porque existe um nascimento que não acontece na carne.
Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus: aos que creem no seu nome. Filhos nascidos não do sangue, nem do desejo ou da vontade do homem, mas nascidos de Deus.João 1:12–13
Ao recebermos a Cristo, somos feitos filhos de Deus. Jesus, nosso irmão mais velho, nos toma pela mão e nos conduz para dentro da Sua própria família celestial. Somos adotados em uma família que não se desfaz, pela graça, aprendemos a chamar o Criador de Pai nosso e ganhamos muitos irmãos.
E que mistério é esse: sermos amados antes de corresponder, escolhidos antes de responder.
As bênçãos que nascem dessa filiação são eternas e o nosso chamado, aqui na terra, é viver à altura desse amor que nos alcançou. Responder não com perfeição, mas com rendição. Com atos de amor, com passos de obediência, dia após dia, até que estejamos face a face em nosso verdadeiro lar.
Não nascemos na família de Deus por esforço, merecimento ou desejo humano. Nascemos da vontade perfeita de um Deus perfeito. Por isso, o chamado que vem dEle não falha. Tudo o que Deus faz permanece eternamente e é nessa permanência que nossa alma encontra descanso. Se o Pai te chamou, Ele mesmo concluirá a obra que começou.
Ser filho de Deus não é apenas uma verdade teológica, mas a lente pela qual todas as nossas decisões e valores devem ser filtrados. Nossa realidade diante dEle é a de filhos amados, vistos através de Cristo.
Em um mundo que nos ensina que tudo depende de nós, que alívio é saber que a nossa história começa na vontade de Deus e não na nossa. Ainda que o caminho atravesse vales, dores e silêncios, Jesus tem o seu nome gravado na palma de Suas mãos. Nada escapa ao Seu cuidado. A sua vida não está nas suas mãos, mas nas mãos de um Pai que não dorme, não se esquece e não falha.
De que forma a mentalidade de merecimento ainda influencia o seu relacionamento com o Pai?
Se a sua história começa na vontade de Deus, o que isso muda na forma como você interpreta suas perdas e atrasos?
Que tipo de obediência nasce do amor e da segurança da adoção, e não do medo da rejeição?
Se você passou por alguma experiência de rejeição que te marcou, como essa verdade liberta o seu coração?
Leve essas perguntas em oração e permita que o Espírito Santo realinhe sua identidade à verdade da filiação.
Com carinho,
A Semeadora.








Comentários